Relação com o campo
A pesquisa cruza arquivística, teoria dos agentes e prática artística. A pergunta central — como um sistema cognitivo distribui memória entre sessões sem perder coerência — aparece primeiro como problema de engenharia, depois como questão estética e política: quem decide o que sobrevive?
No mestrado, isso se conecta à tradição da arte de sistemas e ao que Zygmunt Bauman chamou de liquidez: estruturas que não conseguem sustentar forma por tempo suficiente para serem habitadas.
Caso público
Em 2026, plataformas de agentes começaram a nomear consolidação de memória entre sessões como 'dreaming' — processo que ocorre fora do fluxo de trabalho, durante janelas de inatividade. O nome é ato de nomeação cultural, não só técnica: posicionar memória como processo inconsciente é uma escolha editorial sobre o que agentes 'são' e o que fazem quando ninguém está olhando.
O Machine Dream Lab não disputa essa nomeação. Usa-a como ponto de partida para perguntar: o que um sistema revela quando registra o que escolheu esquecer?